sexta-feira, 22 de março de 2013

Índios dizem reconstruir Raposa; fora da área, arrozeiros relatam prejuízos


Quatro anos após desocupação, produtores registram queda na produção.
Na reserva, conselho diz que índios criam gado e plantam para viver.



Sacas de arroz em fábrica de Boa Vista; arrozeiros reclamam de área menor para produção (Foto: Rodrigo Menaros/G1)
Quatro anos após a desocupação da reserva Raposa Serra do Sol, os rizicultores que antes ocupavam a região relatam prejuízos na produção, agora realizada em áreas menores em diversos municípios do estado, como o de Bonfim. Os indígenas, por sua vez, dizem lutar para "reconstruir" o local, devastado após a saída dos não índios.
Com uma queda de aproximadamente 9 mil hectares de plantação de arroz, os rizicultores que desocuparam as terras indígenas, situada a nordeste de Roraima, reclamam da falta de estrutura e incentivo. Entre as reivindicações está uma indenização maior do governo federal. Uma ação em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) pede um reajuste no valor e a realocação dos agricultores em uma área maior.

A presidente do Sindicato dos Beneficiadores de Grãos do Estado de Roraima (Sindigrãos), Izabel Itikawa, diz que a indenização repassada pela União aos produtores não foi capaz de cobrir os investimentos feitos nas antigas propriedades instaladas na reserva indígena. "A avaliação feita não foi compatível com a nossa demanda. Fomos prejudicados.”
O procurador responsável pela Seção de Indígenas da Advocacia Geral da União (AGU), Wilson Précoma, diz que as indenizações foram pagas conforme a avaliação feita pela União. Quanto às áreas para realocação, Précoma afirma que elas foram destinadas aos pequenos agricultores no assentamento na Gleba Truaru. “A União cumpriu o que estava previsto.”
Produção de arroz
O presidente da Associação dos Arrozeiros de Roraima (AARR), Genor Faccio, diz que a produção de arroz irrigado exige uma estrutura adequada, que envolve canais, energia confiável para o bombeamento da água de irrigação, drenos e outros fatores que contribuem para acelerar a produção.
Para ele, o tipo de atividade demanda tempo, espaço e investimento. “As áreas disponibilizadas pela União não suportam a produção, pois medem cerca de 50 hectares a 300 hectares. Ainda assim adotamos soluções tecnológicas e já alcançamos mais 2 mil hectares de área plantada, passando de 9 mil para 11 mil hectares.”
A qualidade do solo da Raposa Serra do Sol é um dos benefícios citados pelos agricultores, a qual dizem não dispor nas terras hoje cultivadas. Segundo Faccio, antes da demarcação, a plantação de arroz chegava a 20 mil hectares. “Éramos 16 produtores de arroz na Raposa, mas somente dez estão em atividade por causa da falta de incentivo.”
Situação na Raposa Serra do Sol
Já na Raposa, o coordenador-geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Mário Nicácio Wapichana, diz que, após a definição da área contínua, os indígenas passaram a trabalhar em atividades antes praticadas pelos não índios. Segundo ele, os índios tentam "reconstruir" a área, devastada após a saída dos arrozeiros, que destruíram as propriedades e plantações, revoltados com a decisão do STF.
“Apesar da constante violência, ameaças e até trabalho escravo de indígenas, hoje eles próprios usufruem do seu direito de estar no território, preservando as riquezas naturais e todo o meio ambiente na sua forma, de acordo com a realidade e costume de seu povo”, diz o coordenador-geral do CIR.
Índios da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, acompanham julgamento no STF sobre a demarcação contínua da área (Foto: Antônio Cruz/arquivo/Agência Brasil)Índios da reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, acompanham julgamento no STF sobre a
demarcação contínua da área, em 2009 (Foto:
Antônio Cruz/arquivo/Agência Brasil)
Wapichana ressalta, no entanto, que o processo é lento. “Não é fácil recuperar quando se tem a falta de apoio na implementação de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, agricultura e infraestrutura."
Segundo ele, atualmente os indígenas plantam mandioca, milho, melancia, macaxeira, côco, banana, laranja, arroz e batata na reserva. “Todos são feitos dentro da agricultura familiar de forma comunitária, para não trazer o individualismo para as comunidades e famílias. Agora o que falta é uma estrada para escoamento de produção entre comunidade e consumidores."
Wapichana afirma ainda que a criação de gado na Raposa já conta com mais de 40 mil cabeças. “Existe o aumento de produção e a autosustentabilidade comunitária. Agora está sendo planejada a organização para se comercializar o excedente.”
Entenda a polêmica demarcação da Raposa
Em 1998, o Ministério da Justiça publicou a portaria nº 820, que declarou como de posse permanente indígena a Terra Indígena Raposa Serra do Sol. A partir de então, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) iniciaram o levantamento das benfeitorias realizadas pelos ocupantes da região.
Policiais fazem operação na reserva, em 2008 (Foto: Arquivo/Fausto Carneiro/G1)Policiais fazem operação na reserva, em 2008
(Foto: Arquivo/Fausto Carneiro/G1)
No ano seguinte, a homologação passou a ser alvo de contestação judicial entre o estado de Roraima e a União. O Ministério Público Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que se declarasse competente para julgar as ações de fazendeiros locais contra a portaria.
Em 2005, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que homologou de forma contínua a terra indígena Raposa Serra do Sol. Com isso, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, encaminhou recomendação ao presidente e ao ministro da Justiça para que ocupantes não indígenas da área homologada fossem retirados, o que só aconteceu, após vários protestos, em 2009.

Fonte: www.G1.com                                  


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Você sabe quanto pesam os maiores ovos de Páscoa do mundo?

Muito chocolate para deixar qualquer um com água na boca.


Você sabe quanto pesam os maiores ovos de Páscoa do mundo?
A Páscoa está chegando e, antes que seja tarde demais para você fazer um pedido mais específico ao Coelhinho, selecionamos os três maiores ovos de chocolate do mundo. Prepare-se para a tortura.

3 – Bélgica

Em 2005, este lindo ovo de 8 m de altura foi produzido com nada mais nada menos que 1.950 kg de chocolate, ou, ainda, 50 mil barras. O tempo gasto para terminá-lo foi 525 horas.
Fonte da imagem: Reprodução/Inventors

2 – Argentina

Na Páscoa do ano passado, Bariloche apresentou ao público um ovo imenso, com 8,5 m de altura, pesando 4 toneladas. Para fazer esta delícia em tamanho gigante, foi preciso que 27 pessoas trabalhassem oito horas por dia durante duas semanas. A equipe responsável pela produção do ovo explicou que o processo foi feito em etapas, separando várias camadas de chocolate.
Fonte da imagem: Reprodução/DailyMail

1 – Itália

Presente no Livro dos Recordes, este ovo é considerado o maior do mundo. A delícia gigante foi feita em 2011, medindo mais de 10 m de altura, 19 m de circunferência e pesando 7,2 toneladas!